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de Fernanda Castro[1]

II Encontro Nacional de Educação Patrimonial: 
Resultados e Perspectivas 

 

Em meio ao Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, realizou-se, entre os dias 17 e 21 de julho de 2011, o II Encontro Nacional de Educação Patrimonial com o tema “Estratégias para a construção e implementação de uma política nacional”.

   

 

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Além de muitas palestras, debates e grupos de trabalho, o Encontro contou com uma variada programação cultural, como a apresentação do grupo “A Barca”, que desenvolve trabalho artístico relacionado ao tema do Patrimônio Cultural, e passeio no Trem da Vale até a cidade de Mariana.

 

Com mais de 200 participantes, entre membros do IPHAN, do IBRAM, de secretarias de educação e de cultura de todo o país, o encontro promoveu dias de aprendizado e reflexão para os presentes.

 

 

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As mesas contaram com importantes profissionais da área de educação patrimonial e variaram entre temas relacionados à teoria, políticas públicas e experiências diversas.

 

Foram debatidos temas polêmicos, como a validade na atualidade do termo “Educação Patrimonial” – ora tido como um conceito, ora como uma metodologia – a necessidade do aprofundamento da relação entre Ministério da Cultura e outros ministérios, como o da Educação, financiamento, formação de profissionais, projetos, entre outros.

 

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O Encontro definiu diretrizes e ações que serão sistematizadas em um documento que será intitulado a “Carta de Ouro Preto” e visa servir de base para a definição de uma Política Nacional de Educação Patrimonial. Em breve o documento será disponibilizado pelo IPHAN.

 

Entre as definições estão a necessidade de criação de fundos próprios para financiamento e fomento à educação patrimonial, destinação de orçamento próprio para as ações educacionais relacionadas ao patrimônio, a necessidade de inserção do tema na formação de professores, do registro e publicação de ações realizadas, da elaboração de conceitos e teorias que fundamentem estas ações e da atuação conjunta com diversos setores da sociedade.

 

 

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Apesar de muito produtivo, o Encontro apontou para a necessidade urgente do campo de desenvolver subsídios conceituais e teóricos, revisões e avaliações da prática em educação patrimonial, para que esta seja garantida como um direito do cidadão, dever do Estado e prática fundamental de cidadania.

 

Para saber mais sobre o que aconteceu em Ouro Preto acesse http://educacaopatrimonial.wordpress.com

 

[1]Educadora Museal Museu Chácara do Céu - Ibram, pesquisadora, doutoranda em Educação pela Universidade Federal Fluminense, ​licenciada e bacharel em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro membro do Comitê Gestor da REM-RJ.